sábado, junho 18, 2011

Vancouver

Centro de Vancouver
Tive, para consumo próprio, uma lista de treze cidades que me encantavam. Depois de visitar Vancouver, passei para catorze. Que cidade linda e agradável. Grande, mas parece que tem espaço para mais gente; bonita, elegante e fotogênica; geograficamente bem situada, entre montanhas e oceano. Hoje tem forte influência oriental e está incluída entre as cidades de melhor qualidade de vida no mundo.Como me disse Christian Daudt, há mais de dez anos residente no Canadá, é uma cidade que merece ser visitada. E merece mesmo!

Biblioteca Pública


O primeiro europeu a descobrir essa área foi George Vancouver que , sobre ela, escreveu : “tem inúmeras paisagens agradáveis”. Antes da Chegada de George Vancouver , por mar, foi um posto fronteiriço de dois grupos indígenas.A colonização dos não-índios teve início em 1862. Estivemos lá apenas seis dias, tempo insuficiente para conhecê-la bem. Partimos decididos a voltar. Ficamos hospedados no Ramada InnSuítes Downtown Vancouver, na Granville Street de onde podíamos ir caminhando até a Biblioteca Pública, a Galeria de Arte e a outros tantos lugares interessantes no centro ou ao redor dele.

Stanley Park
Há muito o que ver em Vancouver, a começar pelo Stanley Park, o Jardim Chinês, a Ilha de Granville, a Biblioteca pública, o Bairro Chinês. A Ilha de Granville , revitalização de um antigo local industrial, tem atrações para todas as idades, incluindo um imenso supermercado de brinquedos e um mercado público com flores , frutas e verduras. Diz-se que Stanley Park, aberto ao público em 1888, pelo governador-geral do Canadá, Lord Stanley, é o paraíso para quem gosta de natureza. Com seus 400 ha. de extensão, tem  praias, estradas para carro , bicicleta e pedestres, pontes que parecem obras de arte, jardins imensos com flores diversas, jardins somente com rosas, o Vancouver Aquarium, com um total de setenta mil aniimais marinhos, incluindo golfinhos do Pacífico,quadras de tênis, campos de golf, playground, muitas esculturas,  restaurantes, cafeterias e bares. Precisa-se , ao menos, de um dia inteiro lá.
Ryan e Ronald no Jardim Chinês
Muito bonito é o Dr.Sun Yat-Sen Classical Chinese Garden, o primeiro jardim classico chinês construído fora da China. Foi inspirado nos jardins da dinastia Ming, da cidade de Suzhou - neste blog , tenho fotos desses jardins que fiz quando estive na encantadora Suzhou. Com toda a simbologia dos jardins Ming , foi criado e executado  por uma equipe de especialistas vinda de Suzhou mesmo. Para a sua construção, não foram usados pregos nem parafusos. A flora simboliza\as virtudes humanas. Elementos indispensáveis lá estão: água,pedra e bambu. O bairro chinês , em Vancouver, é o segundo maior da América do Norte. Passeamos muito pelo belíssimo Chinatown, onde todas as informações são bilingues e onde se pode encontrar qualquer produto diversos oriundos da China.




A Biblioteca Pública - Vancouver Central Library - construída em 1955, tem design arrojado, inspirado num coliseu romano. Suas colunas, cor de areia, ocupal um quarteirão inteiro. Tem nove e andares e por ela transitam, diariamente, sete mil pessoas. Abriga 1,3 milhões de itens, incluindo livros,DVDs CDs e vídeos. Dispõe de um sistema de circulação de ar considerado ecologicamente correto. Impressiona pelo tamanho,localização e organização.
Na principal via de Gastown, a Water Street, com muitas atrações - restaurantes, lojas,cafés, galerias de arte - onde a gente tem vontade de ficar passeando muito tempo, encontrei uma construção triangular que me fez lembrar a casa de Torres. Gastown e Yaletown são lugares realmente lindos.
Agradecendo pelo que vi e lamentando o que não consegui ver, cheguei ao aeroporto bastante sensibilizada, em especial pelas pessoas que encontrei em Vancouver.
Amanda e Christian ,ele filho de Daudt e Maria, meus queridos amigos-irmãos, receberam-nos em sua casa, onde comemos churrasco e comida chinesa. Família linda e agradável.





Ryan, meu canadian son, foi  maravilhoso conosco, tanto ele, quanto Norma, sua belíssima esposa. Ryan me lembra vivamente uma fase linda dos meus filhos - final da adolescência, jovens e ansiosos para definir rumos na vida. Uma das recordações mais comoventes que deles tenho foi no lançamento de um livro meu e de Luís Behares. Havia muita gente, muita conversa na sala. Até , então, eu me dividia entre os presentes. Num instante, olhei para a escada de acesso à sala, vi Patati,Gugu, Ryan e Ana Cristina entrando. Tudo o mais desapareceu da minha vista e da minha atenção. Senti uma vontade chorar. Enxerguei-os lindos, bem vestidos, com expressão ao mesmo tempo feliz e responsável, e pensei que eles logo partiriam para o mundo - e que eu sentiria dolorida saudade, como ,de fato, senti. A convivência com  Ryan, em Vancouver, trouxe-me muitas lembranças. Ele continua o mesmo menino: gentil, generoso, essencialmente do bem. Foi muito bom estar com ele.





Depois de ter atravessado o Canadá, de leste a oeste, por mais de cinco mil quilômetros, de trem, durante quatro dias e quatro noites, com intervalos a cada parada e carro alugado para bem conhecer a regiao, na hora de retornar, optamos por avião. Fizemos um vôo Vancouver/Chicago. Quando chegamos em Paxton , eu queria mesmo era dormir tudo! Acordei , muitas horas depois, bastante feliz. Fizera uma viagem inesquecível durante três semanas.

"Gracias a la vida..."