quinta-feira, abril 14, 2011

Simpósio sobre Violência Doméstica



















Assisti, na cidade de Effingham, em Illinois, um Simpósio sobre Violência Doméstica. Gostei do cronograma, rigorosamente obedecido, com intervalo de 10 min entre uma palestra e outra e 50 min para o almoço. O café da manhã e o almoço estavam disponíveis no local do evento. Os participantes eram advogados e assistentes sociais ligados a organizações de proteção à família, juízes, sherifes e  policiais – e eu... nada a ver...mas fui junto com Eni, representante do Departamento de Família e Criança do Estado de Illinois. Recebi uma pasta com todas as cópias do material apresentado – mandarei para Alda, minha irmã, que atua, como advogada, na área de família, especificamente com crianças e adolescentes. Gostei da organização do espaço físico: longas mesas, com toalhas brancas, colocadas à frente do painel de projeções e dos palestrantes e para onde se podia levar café o tempo todo.



























Palestraram – e muito bem – uma advogada, um experiente policial , que parecia ter saído de um filme, e uma mulher com uma terrível história de vida – a primeira a conseguir uma sentença de 35 anos de prisão para um marido, num crime de vítima sem morte. Os três integram conselhos que se ocupam da educação, prevenção e coordenação de intervenções e serviços às vítimas de violência doméstica. As explanações e discussões enfocaram, na violência doméstica, a violência física, a violência sexual, a violência psicológica e a violência econômica. Os esclarecimentos sobre as diferentes formas de violência foram fantásticos e me fizeram recordar muitos fatos que presenciei, como maridos que humilham as mulheres, chamando-as de burras e estúpidas; ou que escondem suas contas bancárias para que a mulher assuma despesas com casa e filhos; ou que são sedutores com outras mulheres na frente da esposa; ou que falam para os filhos que a mãe é uma nulidade...enfim, tudo o que provoca humilhação ou dor física ou psicológica. Interessante ver , nos vídeos , casas lindas, carros caros e pessoas bem vestidas, envolvidas nesse tipo de crime. Parece – me que, na realidade brasileira, tais problemas não têm visibilidades igual em todos os grupos sociais. Nos segmentos mais protegidos, a violência doméstica é bem disfarçada.Vê-la , assim, crua e nua, é bem triste.Assunto para muitas horas de conversa, incluindo a questão de gênero.