segunda-feira, agosto 02, 2010

Hong Kong : Região Administrativa Especial da China





















Meu filho sempre me falou da beleza de Hong Kong - e com razão. Fiquei hospedada em Kowloon, no centro dessa cidade, que, a partir do século 16, pertenceu à Inglaterra e que só retornou, como Região Administrativa Especial da China, em 1997. Da relação com a Inglaterra, é bem evidente que conservou traços na economia de mercado, nas filas bem organizadas, no sistema de ensino,nos ônibus de dois andares e no hábito do chá da tarde.






















O que a torna bastante diferente, entretando,  da China continental, é a sua autonomia. Tem moeda e legislação próprias. O aborto, por exemplo, é proibido aqui e permitido na China até nos últimos meses de gravidez. Fácil! Mulheres de HK vão à qualquer cidade da China e fazem lá o aborto.






















É mínima a produção agropecuária aqui. Os alimentos vêm, quase todos, de fora. A indústria tem, na produção de equipamentos eletrônicos e de informática, seu ponto forte, como é forte também a prestação de serviços na área financeira. Aquilo que a HK não interessa ter, é pesadamente tributado. O aumento de circulação no trânsito é um problema: tributo alto para carros e gasolina. Fumantes e bêbados sobrecarregam os serviços de saúde: altos impostos para cigarros e bebidas. O número de cigarros que os turistas trazem, tem forte controle.























A barreiras às informações , que encontrei na China - não permitindo, por exemplo, acesso a blogs e Google - não se encontram aqui. Visitei lugares lindos , como o Porto de Aberdeen, o Templo Wong Tai Sin, o Templo Taoista de Man Mo - com seus fantásticos espirais de incenso - os Jadins do Pico Victoria e a Baía Repulse, onde se encontra um grande templo com um "mix "de animais e deuses e onde há uma grande e bela estátua de Guanyin, deusa a quem o templo é dedicado.





















Vi aglomerados de arranha-céus e pontes , muitos belíssimos e modernos hotéis cinco estrelas, daqueles que fazem a gente admirar a competência e criatividade de arquitetos e engenheiros. 






















Por todo lado, vê-se uma mistura do novo com o antigo, dos fantásticos shopping centers com os ambulantes que vendem pés de galinha. Um dado interessante são os costureiros de Hong Kong. Em quatro horas, fazem belas e elegantes roupas sob medida`, com prova e tudo. O preço é razoável; a roupa, perfeita.



























Gostaria de voltar a Hong Kong e ver , com tempo e calma, este belo lugar. Faltou-me , ainda, um passeio de barco, à noite, pela Baía. Contaram-me que é muito bonito. É uma cidade compacta, com muitas informações em inglês. É , realmente, aquilo que me parece que ela almejar ser: uma cidade internacional. 





















Diferentemente da China Continental , nao se precisa de visto para entrar ali.Em Hong Kong, esfreguei a mão na careca de um Buda de bronze . Traz sorte! Acendi muitos incensos. Cruzei a Ponte da Longevidade, que garante, a quem faz essa travessia, mais três dias de vida. Vamos que seja verdade...