quinta-feira, janeiro 28, 2010

Sobre viajar desacompanhada





















Tive ótimas pessoas como companheiras de viagem: Alda, Rosana, Zeli, Iolanda, Gugu, Fabrício, Afrânio, Marina, Maria Alzira , entre outros. A maioria das viagens , entretanto, eu as fiz sozinha. Em razão disso, construí algumas estratégias tranquilizadoras. São as que pretendo relatar aqui. Reafirmo que eu sinto prazer em viajar na companhia de mim mesma. Sou bem minha amiga e tenho belas recordações para evocar. Além disso, viajar sozinha torna-nos mais livres para fazer escolhas, tomar decisões e aproveitar bem o tempo. Sim! muitas vezes gostaria de ter alguém para comentar, por exemplo, um acontecimento inesperado. Nessas horas, costumo escrever.























Se o planejamento de uma viagem é importante, para quem viaja sozinha, então, torna-se imprescindível. Costumo deixar com minha família e alguns amigos o itinerário que pretendo fazer. Se altero, aviso a todos. Se tenho amigo(s) no país em que estou visitando, informo-o(s) por onde ando. Deixo também , com minha família, cópia do passaporte e dos seguros de viagem ( nunca viajo sem fazer um Seguro). 























Sempre que possível, viajo com reservas de hotel - faço isso desde que tive de dormir numa estação de trem, em plena temporada de ópera em Verona. Já perdi reserva por mudar roteiro, mas isso foi uma escolha deliberada. Uso mala que eu possa carregar sem depender de ajuda . Uma vez pedi a um senhor que me ajudasse a descer uma mala de um trem, e ele me respondeu que não e ainda acrescentou: nunca leve o que você não pode carregar sozinha! Reconheci a razão dele e fiquei com vergonha.






























Procuro chegar com antecipação em aeroportos e estações de trem. Não perco de vista, nem por instantes, a minha bagagem. Durmo com a bolsa embaixo do travesseiro. Costumo dizer que não se deve dar chance ao azar. Os mapas das cidades eu os olho e analiso ainda no hotel - nada de "dar bandeira" olhando-os na rua. Antes de partir, faço uma cuidadosa , mas pequena, aquisição de medicamentos para gripe, alergia e problemas estomacais - resultantes, em geral, de mudanças bruscas na alimentação. Viajo com tênis, sapatos ou sandálias usadas e bem testadas.






















Em geral, abandono sapatos e roupas - também muito usadas - pelo caminho. Assim fazendo, posso carregar algumas comprinhas, embora eu compre muito pouco. Com câmera, livro, Ipod e notebook pequeno, estou equipadíssima para muitos meses. Atualmente é muito fácil viajar tranquila. Sabe-se notícias de casa o tempo todo. O retorno já não é cheio de surpresas : as fotografias postadas na internet já contaram quase tudo. Para mim, ler muito sobre os países a serem visitados , antes e durante a viagem, continua sendo a garantia de sucesso e tranquilidade - viajando sozinha ou acompanhada. Nestes dias, aqui em Torres, tenho lido bastante sobre a China e o Canadá. Não estarei só; Ronald estará comigo.