sábado, janeiro 30, 2010

Meu sócio é um gambá!


Sim. Só pode ser sócio. O IPTU de Torres é muito alto. As casas são bem valorizadas. Eu vivo aqui três meses por ano. O Gambá vive o ano inteiro. Quando chego, ele não tem nenhuma consideração comigo: acorda-me de madrugada assustadíssima - algumas vezes chamei o serviço de segurança da SOSSEG . Ontem uma vizinha disse que o Gambá é mais torrense do que nós e que tem direitos sobre a casa. Eu sei. Ele é poderoso. Ano passado, chamei a Brigada Ambiental. Foram gentis e atentos. Sem demora estavam aqui. Ouvi deles uma longa explanação sobre os hábitos do protegido animal. Dorme durante o dia e saí à noite, disseram-me eles. Eu já intuía essa sua condição boêmia porque sempre o escuto sair às 23 horas e voltar ao redor de 05h. No mais, informaram-me da minha obrigação de protegê-lo . Comenta-se que ele tem uma amada/amante na casa da frente e é pai de um Gambazinho, que esteve aqui ontem pela tarde - criança ainda, não sabe respeitar horários. Ainda bem que o Gambá prefere essa autonomia no amor, assim tenho apenas um e não uma família inteira. Sobre a mesa da cozinha, não se pode deixar nenhum alimento, especialmente frutas. Além de comê-las , esparrama-as pela casa. Prefiro, então, colocar cascas na área próxima - tudo na busca de uma co-habitação pacífica. Ando cansada. Um Gambá em casa não se deseja nem para os desafetos. Não quero fazer mal a ele. embora desejasse transferi-lo de residência. Eu apenas queria dormir sem acordar sobressaltada e não queria que as visitas pensassem que o cheiro do meu banheiro tem origem humana.