terça-feira, novembro 24, 2009

Rodin na Bahia





Faz mais de 30 anos que vi, entre emocionada e deslumbrada, em Nova Iorque, uma exposição de obras de Auguste Rodin. Por sorte , voltei a ver Rodin aqui, no magnífico Palacete das Artes, na Bahia.

Estão quatro obras instaladas nos jardins e sessenta e duas expostas no interior do Palacete.


Algumas dessas obras são bem conhecidas do público, como O Pensador, que foi até motivação para nome dado a inquérito no Rio Grande do Sul. A mim me emocionam particularmente duas esculturas: O Beijo e A Meditação. Gostaria muito de fotografá-las, mas o Museu proíbe fotografias internas.
Rodin escreveu:
“Esforcei-me por fazer sentir em cada intumescência do torso ou dos membros o afloramento de um músculo ou de um osso que se desenvolvia em profundidade sob a pele. E desta forma a verdade das minhas figuras , em vez de superficial, parecia desabrochar de dentro para fora como a própria vida...” ( in O Modelado, de Paulo Gsell).
E ele reamente consegue isso!
A exposição tem como título “Auguste Rodin – Homem e Gênio”. Gosto do Gênio, o Homem me recorda a dor de Camille Claudel, tão bem expressa no belo filme que leva o nome dessa escultura.