quinta-feira, janeiro 15, 2009

Agressões noturnas

São 04h da manhã de um dia que planejei levantar cedo - e eu ainda não dormi. Reflito sobre meus piores sentimentos. Sinto-me serial Killer sem recuperação. Sou tomada por um ódio profundo, uma raiva incontida e um acentuado desespero pelas minhas limitações principalmente de altura. Eles estão aqui e atacam a mim e ao pequeno Pedro de maneira debochada, sarcástica, agressiva. Estou com graves e agudos em dia : escuto-os quando se aproximam. Sinto-lhes a presença. Desesperada, levanto. Uma toalha dá ao meu braço um alcance maior. Vou atrás de cada um, tentando dar-lhes uma morte rápida, pouco importa se dolorosa. Minha visão, entretanto, às vezes falha e me dá indicações erradas. Já tentei matar cabeça de preguinhos, sujeirinhas, detalhes de desenhos e até uma pintinha no rosto de meu neto. Um horror! Bem que tentei dormir plácida e pacificamente. Fui agredida de maneira covarde e total. Sabem o que é uma picada na articulação do polegar? E uma picada embaixo do pé? Desespera mesmo, enlouquece! Na parede, um aparelhinho com uma pastilha, que me foi vendida como eficiente. Eficiente só se for para pirar estas pestes. Enquanto escrevo, planejo comprar um mata-mosquito daqueles que quase-mata-a-gente. Mas eles não sobreviverão. Meu ódio os alcancará - da mesma forma que um deles acabou de alcançar minha sobrancelha.