sábado, novembro 01, 2008

Imprevistos!

Tudo pronto para viajar!
Seriam 3 dias em Porto Alegre, visitando minha irmã e meu cunhado; 9 dias em Fortaleza, visitando Gugu;12 dias em Atlanta, visitando Patati, Valeria e Massimo.
Saí da Bela União com duas malas - uma de verão, outra de inverno - muitos projetos e a euforia de quem gosta de mover-se.
Não me preocupei com uma dor no polegar esquerdo e algumas " bolhas" que começaram a surgir na mão, embora já me incomodassem ao dirigir o carro.
Passei a tarde em Alegrete. Muitas coisas para fazer. Um cansaço estranho, entretanto, começou a me perturbar. Fui para a casa do meu irmão e resolvi dormir um pouco, pois o ônibus-leito, em que eu viajaria para Porto Alegre, só partiria às 23h30min. Por sorte, chegou Neneca, minha amiga -irmã, para entregar-me um presente, um belo " modelito" que me havia comprado no Rio. Atilada como é, Neneca percebeu que eu não estava bem. Examinou-me e o diagnóstico foi preciso: herpes-zoster
Deu-me medicamentos e recomendou-me procurar um dermato em Porto Alegre. Viajei, ainda que já me sentisse mal, pois começava a ter fortes dores na mão e no braço.
Cheguei cedo na casa da minha irmã. Ela, bem mais esperta e rápida do que eu, localizou um dermato e acompanhou - me ao consultório. O médico, muito gentil e me parecendo competente, ratificou logo o diagñóstico da Neneca e explicou-me detalhadamente o mal que me molestava, o herpes - zoster.
Trata-se de uma doença viral, decorrente da reativação do vírus da varicela ( catapora). Conhecida popularmente como cobreiro, constitui-se de lesões na pele ( vesículas) , que acompanham o trajeto de raízes nervosas, no meu caso, do braço esquerdo. Tem um ciclo evolutivo de 15 dias. Causa muita dor e mal-estar. É comum em pessoas com mais de 50 anos e pode ser contagiosa no contato com crianças.
Aqui estou, procurando aceitar este imprevisto! Deprimida, com manchas que , como escreveu Guimarães Rosa referindo-se ao curso de um rio, serpenteiam sobre o meu braço esquerdo, com muita dor e sem poder viajar. Triste, triste - e consciente da fragilidade humana.